A LuneBox nasce da prática: problemas reais, projetos em movimento e pessoas que constroem soluções no território. Ela não representa uma mudança brusca de direção, mas a soma de experiências que começaram nas ruas de Curitiba e foram abrindo novos caminhos.
Este blog é um registro desse percurso. Aqui vamos compartilhar aprendizados, decisões, referências e bastidores ligados a turismo, tecnologia, mobilidade, produtos digitais, governança e criatividade.
O começo nas ruas
Em 2020, a Last Mile Bikers surgiu em Curitiba como uma operação de logística urbana sustentável. A proposta era atuar na última milha com bicicletas elétricas cargueiras, unindo eficiência operacional, mobilidade urbana e atendimento próximo de quem precisava fazer a cidade funcionar.
Foi uma experiência de campo: observar rotas, lidar com tempos, entregas, demandas de clientes e a realidade cotidiana de uma operação urbana. Mais do que transportar produtos, a Last Mile Bikers mostrou que problemas complexos podem ser enfrentados com soluções mais leves, humanas e conectadas ao território.
Quando a operação encontrou tecnologia
Em 2021, a operação avançou para o delivery de alimentos. Para coordenar estabelecimentos parceiros e integrar a rotina com o ecossistema iFood, foi desenvolvido um aplicativo próprio de gestão.
Essa etapa aproximou a prática operacional da construção de produtos digitais. Plataformas, integração de sistemas, organização de fluxos e experiência de uso deixaram de ser apenas ferramentas de apoio: passaram a fazer parte do próprio modo de operar e pensar novos serviços.
Da mobilidade à experiência
Em 2023, a experiência acumulada abriu espaço para uma nova frente. A Charrete Imperial trouxe narrativa e turismo de experiência para o centro da jornada, conectando Curitiba, storytelling e economia criativa.
O território passou a ser entendido não apenas como uma área de circulação, mas como uma fonte de histórias, encontros e produtos. Nesse movimento, nasceu também o universo literário de Colina Áurea, que cria uma base narrativa para futuras experiências e desdobramentos.
A Guilda de Aventureiros e a plataforma
Em 2024, os roteiros ganharam formato autoguiado com a Guilda de Aventureiros e seu aplicativo próprio. A experiência turística passou a combinar software, UX, gamificação e escala, permitindo que mais pessoas explorassem a cidade a partir de uma jornada digital.
O aprendizado das ruas, da logística e da construção de sistemas encontrou uma aplicação direta no turismo. A tecnologia passou a ampliar a experiência sem afastá-la do lugar onde ela acontece: o território, suas histórias e as pessoas que o vivem.
Inovação em rede
Em 2025, a Guilda ampliou sua atuação no Ecossistema de Destino Turístico Inteligente de Curitiba. Uma nova versão do aplicativo, a preparação para internacionalização em oito idiomas e a participação em frentes de governança marcaram uma etapa de consolidação.
Esse período reforçou uma convicção: projetos mais relevantes não se constroem isoladamente. Eles dependem de redes, colaboração, dados, contexto local e disposição para transformar conhecimento em soluções compartilháveis.
A LuneBox hoje
Em 2026, a LuneBox surge como a reunião natural dessa trajetória. É uma casa para projetos independentes e complementares em TurisTech, GovTech, mobilidade sustentável, Game Design, desenvolvimento de software e inovação aberta.
O que começou com bicicletas cargueiras e uma operação de última milha se transformou em um ecossistema que conecta produto, tecnologia, criatividade e território. A LuneBox existe para dar unidade a esse repertório e criar condições para que novas ideias encontrem forma, parceiros e continuidade.
Este é o ponto de partida do blog. A intenção é transformar experiência acumulada em conhecimento útil para quem acompanha, colabora ou quer construir junto.