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O que a Guilda de Aventureiros levou do Acelera Validação Sebrae PR

A passagem da Guilda de Aventureiros pelo Acelera Validação trouxe direcionamento para transformar uma experiência turística em um produto digital mais simples, focado e escalável.

Entre maio e julho de 2026, a Guilda de Aventureiros participou do Acelera Validação Sebrae PR. A jornada ajudou a dar nome, método e direção a uma transformação que já estava em curso: deixar de enxergar a Guilda apenas como uma experiência turística e passar a tratá-la como uma startup digital, com produto, hipóteses, público, canais e necessidade de escala.

O programa não entregou uma fórmula pronta. O principal resultado foi mais concreto: ajudou a equipe a decidir o que precisa ser simples agora para que o projeto possa crescer depois.

Grupo de participantes do Acelera Validação reunido diante do palco do Demoday do ConectaPR, com um telão azul ao fundo.
Participantes da jornada reunidos no encerramento do Acelera Validação, durante o ConectaPR 2026.

Uma mudança estrutural antes da aceleração

A Guilda de Aventureiros não começou como um produto digital isolado. Sua origem está na construção de experiências presenciais e na trajetória da Charrete Imperial, que atendia diretamente o público com turismo de experiência.

Entre 2025 e o início de 2026, essa base passou por uma mudança estrutural profunda. A Guilda começou a se reorganizar como uma solução 100% digital e escalável, ao mesmo tempo em que surgiam produtos de GovTech e a LuneBox passava a reunir diferentes frentes de atuação.

Antes do Acelera Validação, existia repertório de produto, mas faltava direcionamento para essa nova fase. A equipe havia participado da Jornada do Produto de Experiência do Sebrae em 2023, 2024 e 2025 — uma trilha importante para formatar experiências. Mas o desafio de 2026 era outro: entender como estruturar uma startup, validar um produto digital e construir um caminho de crescimento.

Da experiência ao produto digital

Essa mudança alterou a pergunta central da Guilda. Não bastava mais perguntar como criar uma experiência interessante em Curitiba. Era necessário definir para quem o produto existe, qual problema resolve primeiro, como chega ao público, o que pode ser validado agora e o que deve ficar para depois.

Durante o Acelera Validação, a Guilda trabalhou temas como proposta de valor, entrevistas com público, mapeamento de concorrência, arquitetura de solução, modelo de negócios, precificação, MVP, aquisição e máquina de vendas.

O percurso ajudou a organizar uma visão mais objetiva da solução: uma plataforma de turismo urbano autoguiado, com roteiros, narrativa visual, missões e uma experiência digital que transforma a descoberta de Curitiba em algo mais participativo.

A clareza veio por acúmulo

Não houve uma virada de chave única. A percepção de que o produto precisava de mais foco foi se formando aos poucos, a cada exercício, caso analisado e conversa durante o programa.

Os exemplos de startups que já enfrentaram desafios semelhantes foram especialmente úteis. Também contribuíram os casos acompanhados pela Evolve MVP, empresa do mentor da jornada, Welliton Oliveira. Eles ajudaram a transformar uma sensação que já existia na equipe em uma decisão de produto: a Guilda tentava fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

Em um contexto em que a atenção das pessoas é cada vez mais disputada, uma proposta ampla demais se torna difícil de explicar, testar e vender. A resposta não é abandonar a visão de longo prazo. É escolher uma primeira entrega que seja fácil de compreender e tenha um valor claro para quem usa.

“Faça o simples e venda, não espere ficar perfeito.”

— aprendizado que a Guilda leva do Acelera Validação

O foco como decisão estratégica

O próximo ciclo da Guilda passa por enxugar a entrega. Isso significa priorizar um produto mais simples, direto e validável antes de expandir funcionalidades, formatos de experiência ou novos públicos.

Na prática, a decisão orienta perguntas que precisam ser respondidas com evidência:

  • Qual é o primeiro caso de uso que a Guilda resolve muito bem?
  • Para qual público essa proposta é mais clara agora?
  • O que faz alguém testar, concluir e recomendar uma aventura?
  • Quais sinais demonstram que existe disposição real para pagar e voltar?

Esse aprendizado também atravessa a LuneBox. Cada produto do ecossistema precisa partir de um problema bem definido, uma primeira entrega objetiva e uma forma realista de aprender com quem usa. A visão pode ser ampla; a porta de entrada precisa ser precisa.

Conexões que continuam depois do programa

Uma aceleração também é feita de encontros. Além da mentoria de Welliton Oliveira, a Guilda se aproximou de Maria Cristina, da FitMove+. A conversa já se desdobrou em uma live na Twitch: Leandro apresentou a jornada que vai da Charrete Imperial à LuneBox, enquanto Maria apresentou a FitMove+, aplicativo que também usa gamificação como base e recompensa ciclistas com pontos acumulados pelos quilômetros pedalados. A troca abriu caminho para uma participação futura em podcast.

Essas conexões importam porque tornam o processo menos abstrato. Elas permitem trocar aprendizados com pessoas que também estão testando produtos, enfrentando limites e transformando hipóteses em negócios.

Um ponto de partida mais nítido

A participação no Acelera Validação não encerra a construção da Guilda de Aventureiros. Ela torna a próxima etapa mais nítida.

A Guilda sai do programa com uma direção simples: começar pelo essencial, vender antes de buscar perfeição e construir escala a partir de evidências. Para uma startup de turismo urbano digital, essa pode ser a forma mais consistente de transformar uma boa ideia em um produto que as pessoas entendem, usam e recomendam.